Encontro +B Amazônia 2025: conectando impacto, territórios e vozes antes da COP30

Encontro B Amazônia

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O Movimento B é uma rede global de pessoas, empresas e organizações comprometidas em promover uma economia mais inclusiva, justa e regenerativa, onde o sucesso vai além do lucro e prioriza o bem-estar humano, a justiça social e a regeneração do planeta. No Brasil, o Sistema B Brasil representa esse movimento desde 2012, incentivando práticas empresariais responsáveis e o protagonismo de multiplicadores que disseminam impacto social e ambiental positivo em toda a sociedade.

O que é o Movimento B

O Movimento B é uma rede global de pessoas, empresas e organizações que acreditam que o sucesso não se mede apenas por lucro, mas também pelo bem-estar dos seres humanos, pela justiça social e pela regeneração do planeta. No Brasil, o Sistema B Brasil representa esse movimento localmente, desde 2012, promovendo uma economia mais inclusiva, justa e regenerativa, em que empresas repensam seus propósitos, atuam com responsabilidade socioambiental e consideram todos os públicos de interesse

Desde 2019, atuo como Multiplicadora B, um papel que me permite levar os princípios do Movimento B para além dos encontros formais e aplicá-los no dia a dia, nas redes que construo e nos projetos que abraço. Ser multiplicadora é reconhecer a responsabilidade de inspirar outras pessoas e organizações a repensarem seus modelos de atuação, colocando o impacto positivo no centro das decisões. Essa vivência tem influenciado profundamente minha forma de agir no mundo, reforçando que cada escolha pode ser uma semente de transformação social, ambiental e econômica.

Multiplicar para transformar: o impacto de ser parte do Movimento B

Desde 2019, atuo como Multiplicadora B, um papel que me permite levar os princípios do Movimento B para além dos encontros formais e aplicá-los no dia a dia, nas redes que construo e nos projetos que abraço. Ser multiplicadora é reconhecer a responsabilidade de inspirar outras pessoas e organizações a repensarem seus modelos de atuação, colocando o impacto positivo no centro das decisões. Essa vivência tem influenciado profundamente minha forma de agir no mundo, reforçando que cada escolha pode ser uma semente de transformação social, ambiental e econômica.

Ser um Multiplicador B é participar ativamente do Movimento B com um papel especial: o de inspirar, apoiar e espalhar práticas de impacto positivo alinhado às práticas ESG (social, ambiental e econômico) em empresas, além de influenciar positivamente a regeneração e justiça social por meio de ações em comunidades e organizações. É mais que aprender: é agir, conectar e cocriar mudanças reais.

Por meio do Sistema B Brasil é possível participar da Jornada Formativa de Multiplicador B que é oferecida, totalmente online, que capacita pessoas de diversas regiões, para atuar como agentes de transformação.

Histórico dos Encontros +B na América Latina

O Encontro +B é o principal evento do Movimento B na América Latina e Caribe. Já se apresentou em diversos países, reunindo atores do setor privado, público, academia e sociedade civil que atuam com impactos positivos.

Alguns exemplos:

Mendoza, Argentina (2019): foi sediada pela província de Mendoza a edição “Vivamos el Impacto” O encontro abordou temas como desigualdade e crise climática, trouxe conversas, painéis empresariais, legal, academia, workshops, experiências transformadoras e atividades de conexão com a natureza. Mendoza foi escolhida como lugar por ser a primeira “Ciudad +B” da Argentina, comprometida com valores de impacto.

México (Monterrey, 2023): realizou-se o “Encuentro+B Monterrey”, com palestras, workshops, casos de empresas B, alianças estratégicas e atuação regional.

Encontro+B Amazônia 2025: vivências que conectam

Participar do Encontro+B Amazônia 2025, realizado em Belém de 3 a 5 de setembro, foi uma oportunidade de sentir, aprender e dialogar sobre o futuro que queremos construir em rede. O lema do evento, “A raiz do futuro”, esteve presente em cada roda de conversa, em cada troca e em cada experiência que vivi nesses três dias.

No primeiro dia, mergulhei nas reflexões sobre Amazônia e ecossistemas de impacto, seguidas das conversas sobre trabalho justo, justiça, equidade, diversidade e inclusão (JEDI) e direitos humanos. O momento que mais me marcou foi o círculo de diálogo horizontal, Metodologia Aquário, em que diferentes vozes puderam se expressar de forma livre e igualitária. Foi um lembrete poderoso de que soluções mais justas surgem quando todas as pessoas são ouvidas.

O segundo dia foi marcado pela força da ação coletiva. Participei das falas sobre a importância de tecer redes, das experiências inspiradoras de empresas B colombianas e das iniciativas da Gerdau, Tucum e da Dengo Chocolates. Também estive presente nas rodas sobre conexões periféricas e justiça climática e nos debates sobre regeneração, alimentos e uso da terra, grande destaque que para mim foram as melhores discussões do evento. Em cada painel, ficou evidente que só no coletivo conseguimos dar respostas verdadeiras aos desafios sociais e ambientais que vivemos.

No terceiro dia, em celebração ao Dia da Amazônia, a experiência foi diretamente no território. Caminhei pelo Parque Estadual do Utinga, guiada por quem conhece a floresta em sua essência. Respirei o ar de Belém, conheci o igarapé e a famosa Vitória Régia e a beleza das grandes árvores da amazônia. Além disso, participei da oficina de reciclagem e economia circular do Projeto Regenera. Produzir luminárias junto com outras pessoas, sabendo que fariam parte de uma instalação artística colaborativa durante a COP30, foi simbólico: pequenos gestos que iluminam caminhos de transformação. E o mais lindo foi fazer essa oficina dentro do território da Cabanagem, periferia de Belém.

Além das atividades oficiais, um dos maiores presentes neste encontro foi poder me conectar offline com pessoas que já conhecia apenas de forma virtual. Transformar telas em abraços e diálogos presenciais trouxe ainda mais sentido ao que significa estar em rede. Também foi emocionante reencontrar grandes amigas do Movimento B, fortalecendo laços de confiança e parceria que já vinham sendo cultivados ao longo da jornada.

Volto desse encontro com a certeza de que a Amazônia nos ensina a todo momento sobre regeneração, cuidado e futuro. A transformação não é individual: nasce no diálogo, cresce na coletividade e floresce quando reconhecemos os saberes de quem vive e protege esse território.

Seguimos conectando negócios, comunidades e pessoas para reduzir desigualdades e gerar impacto positivo.

Leia também: Nossa Tese de Mudança: Conectando Territórios e Pessoas para Transformar Vidas

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